quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ainda sobre a Amy...


E no fim dos dias a Amy não tinha droga de droga ilegal nenhuma no sangue... Os pais bem que disseram, ninguém quis acreditar. Afinal, mesmo depois de morta, falar da Amy Winehouse sóbria não tinha graça e morrer sem estar chapada não vendia notícia. Triste.



Não me perguntaram, mas sei bem de que a Amy morreu. Morreu de decepção. Parou de beber e viu que o mundo não era nem isso nem aquilo. Acabou não resistindo.

É, Amy... esse mundo pode ser muito decepcionante mesmo. E tem horas que sóbrio a gente não segura. Aí já viu, decepção na veia é pior que heroína. Mata mais cruelmente que qualquer pó branco, folha queimada, bebida destilada.

É triste, Amy, mas você ainda teve sorte. É que, às vezes, a gente morre em vida e continua se alimentando dessa droga por muito tempo.

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Decepção é uma droga nada legal, liberada, qualquer um está sujeito a sucumbir. Há quem diga que ela não mata, mas a Amy não tá mais aqui, tá?

5 comentários:

Rebeka disse...

É tão triste, e o mais triste é a crueldade como tudo foi dito sobre ela, exatamente como tu disse, não vende jornal.

Pelo menos agora ela descansa, e para nós fãs só resta saudades daquela voz quase rouca que lamentava ao microfone.

Um beijo guria.

Retrato em Branco e Preto disse...

Concordo com vocês e acho isso tudo tão triste, tão cruel. E como é triste ver o quanto a vida dela foi transformada em um circo enquanto ela tentava pedir socorro..

Um beijo!

Lulu on the sky disse...

Aninha excelente seu texto sobre a Amy. É tanto tranco na vida que a Amy se drogava pra ver um mundo mais colorido com menos decepção como você mesma disse, mas nada justifica ela se matar aos poucos.
Um gênio da música que partiu cedo demais.
Big Beijos

Bia disse...

Pois sim, mas ainda podemos achar algo que nos desperte prazer!

Natália disse...

O velho clichê: 'decepção não mata, mas maltrata um bocado'.
Mas sabe, eu prefiro me decepcionar bem muito, quebrar a cara e o coração incontáveis vezes do que viver blindada, fadada a não sentir emoções.

beijo, anná