quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As contradições no choro do Cacique Raoni... 'É melhor consultar um ator da Globo' -


A foto acima circula pela web como se o índio em destaque estivesse chorando por ter sido informado que Dilma havia assinado a ordem de construção da Hidrelétrica de Belo Monte e acrescenta outra dezena de dados falsos sobre a usina.

Na fonte mais confiável que encontrei está o aviso para o boato criado em torno de tal registro fotográfico. (Leia mais na Folha de Pernambuco.)

Aqui fica o alerta para o que a gente compartilha nas redes sociais sem procurar saber a verdade. Em um único perfil lá no Facebook, por exemplo, a foto com o texto mentiroso já recebeu quase 13 MIL compartilhamentos. Não dá pra ter precisão de quantas pessoas receberam informação ERRADA sobre algo tão importante.



E como a moda é falar da Belo Monte, cuidado pra não cair na besteira de acreditar em qualquer vídeo Tupiniquim cheio de atores globais com argumentos fracos e sem embasamento. Só tentando nos convencer que a Belo Monte é o 3º segredo de Fátima, a profecia, o apocalipse, pior que Hiroshima e Nagasaki...


Sobre a hidrelétrica e o vídeo global, deixo as dicas de leitura: Os Belos e Belo Monte, Belo Monte: Vídeo de globais é teatro e de outro vídeo: Belo Monte, quem manda no Brasil?.


Belo Monte é um assunto muito sério, é importante procurar se informar antes de sair assinando qualquer petição por aí. Pra depois não ter aquela sensação de ter se arrependido por algo que você fez, não é Cláudia? ;]

3 Ao comentar, seja gentil.:

Anônimo disse...

Realmente, Anna, este é um assunto muito delicado. Acredito que não são atores que irão decidir o futuro da Belo Monte. Por trás de tudo há interesses. E interesses que nós desconhecemos, por isso não dá pra acreditar em tudo.

Beijos, Jacque.

Larissa Bello disse...

É por essas e por outras que sou completamente antisocial às redes sociais. Não passa de um cortiço virtual onde todos falam ao mesmo tempo e ninguém escuta ninguém. E quando escuta, entende tudo errado.

Bjo

Lorena de Lima disse...

Oi, Ana.

Engraçado que eu achei por acaso teu blogue, ainda agorinha, procurando no google images uma imagem pra colocar no meu. Saí olhando tudo, e vi que temos muitas coisas em comum.

Nem me achei convidada a comentar, até que apareceu esse post.

Eu moro em Belém do Pará e sou militante do Xingu Vivo Para Sempre,um movimento de luta contra Belo Monte. Não acho que esse ambiente virtual seja o melhor pra esse tipo de discussão,e tenho evitado travá-las por aqui. Muita gente fala "Ah, tu achas que vais mudar o mundo mandando mensagenzinha por aqui, bla-blá-blá?" Fechei facebook e fui pra rua, fui pras escolas, fui pra Altamira, fui pro Xingu. E, se cabe o testemunho, estou deveras feliz com isso. :)

Depois de ter contextualizado o meu comentário, e já deixando claro que minha intenção não é travar uma discussão vazia, apenas aproveito o ensejo da tua última frase, pra pedir uma reflexão.

"Pra depois não ter aquela sensação de ter se arrependido por algo que você fez, não é Cláudia? ;]"

Muitas pessoas, que o Brasil ignora que existem, moram nas redondezas da área onde gostariam de construir a UHE de Belo Monte. Suas vidas estão intrinsecamente ligadas ao lugar, pois o amazônida (índio, ribeirinho, agricultor)tem uma relação especial com a terra.

Na minha humildessíssima opinião, esse arrependimento aí de que tu falaste, corre o risco de ser muito maior construindo uma UHE (que está repleta de irregularidades e obscuridades), do que enviando uma foto do cacique Raoni, atribuída à fato diverso do real. É justamente isso que me intriga mais nessa obra: o governo fabricou licenças, demitiu profissionais, encurtou o processo de licenciamento... A troco de que? Nem sei! O que sei é que, uma vez construída, JAMAIS se poderá voltar atrás. E esse arrependimento aí de que falaste... AI! Dói só de pensar!

Mas é só a minha reflexão! O que tu achas?

De qualquer forma, espero que meu comentário seja bem recebido, e que possas refletir mais sobre esse assunto.

Um abraço fraterno,
Lorena.