segunda-feira, 23 de março de 2015

Sobre acreditar e amar

Eu gosto muito de seriados. E gosto de acompanhá-los religiosamente até o último episódio da temporada final. Acontece que algumas séries se perdem no meio do caminho e fica difícil segui-las até o fim.

Heroes, por exemplo, lembro de ter sido amor a primeira vista. Até a segunda temporada estava tudo bem, era prazeroso assistir e acompanhar a vida daqueles novos heróis. Mas a partir da terceira temporada houve uma perda gigante de foco. O que é comum, infelizmente. Aconteceu com outras tantas séries que, tirando os mais fanáticos, também decepcionaram muitos telespectadores.

Eu deixei de ver Heroes. Parei sem saber o que aconteceu com meus personagens favoritos. Fiquei sem conhecer o desfecho da série.

Acredito que aconteça algo assim também com os relacionamentos. Não só com os amorosos, mas com as relações em geral. Amizades lindas que se perdem. Namoros perfeitos que, não sei bem o motivo, vão deixando de ser até alguém deixar de acompanhar e então o caso acaba.

Mas o fato disso ter acontecido não significa que o amor por aqueles "episódios" iniciais não tenha sido verdadeiro. Uma coisa não interfere na outra. Todo amor é verdadeiro. Não importa como foi ou quanto durou o relacionamento. Se foi amor, foi verdadeiro. E, sendo assim, é para sempre. Com o tempo ele vai ganhando outra forma, outras séries/pessoas vão aparecendo e vamos nos adaptando às novas histórias, amando outras pessoas.

E assim como nas séries, quando espero que meus personagens favoritos tenham tido um bom season finale - mesmo que eu não tenha ficado com eles até o último episódio, desejo que as pessoas com quem me relacionei tenham suas temporadas felizes e se possível sem fim. Amar é isso. Eu acredito. Eu amo. 

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